A estrada sem fim

Certo dia uma linda menina saiu de casa enquanto as nuvens diziam nomes feios ao ar.
Ela era inocente e sem experiência, não fazia idéia de onde a rua ia dar.
Sua mãe a alertava sob o efeito do fim da guerra onde ela ia andar.
Mas sua mãe não sabia onde a rua ia dar.

O sol já estava cansado do céu.
O sol já estava cansado de si.
O sol já estava vermelho de raiva.
O sol já estava caindo ali.
E a menina gritava com sol que era tão bonito e tão vermelho.
Ele era tão alto tão senhor e via tudo sem medo.
Ele também não sabia onde a rua ia dar.

Não existem chaves que abram os galhos
Das árvores mortas, tombadas pelos raios.
Mesmo assim os mágicos batiam as cabeças
Contra os muros de pedra azul.
Eles também não sabiam onde a rua ia dar.

Os moinhos presos aos vales
De terras tão estranhas soltavam-se
Do véu entre o leste e o sul dos condados de um só rei.

Todas as estradas cortavam essas terras
Onde as pedras se reuniam nas estações mais frias.
E o vento cada vez mais ácido murmurava blasfêmias sobre as cortes
Do dono das plantações de dentes de leão.
Aquela rua era propriedade das guardiãs de todas as maldades.
Aquela rua era propriedade das guardiãs de todas as maldades.
Elas também não sabiam onde a rua ia dar.
Elas também não sabiam onde a rua ia dar.

A menina caminhava enquanto o próprio tempo recuava
Com medo das próprias virtudes.
A menina caminhava enquanto o sol cansado nascia e morria
Com medo das próprias virtudes.

A menina caminhava enquanto todos os mágicos se deformavam
Batendo as cabeças nos muros de pedras azul
Com medo das próprias virtudes.
Com medo das próprias virtudes.
Com medo das próprias virtudes.


Certo dia uma linda menina saiu de casa enquanto as nuvens diziam nomes feios ao ar.

2 comentários:

bruna disse...

adorei.

@Sheei_ disse...

"O sol já estava caindo ali"
Sem saber onde a rua ia dar

.-.

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